O que sabemos sobre câncer de pele?

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Há dois principais tipos de câncer de pele, os não-melanoma, geralmente das células basais ou das escamosas, e o melanoma, originário de células produtoras de melanina. Os tipos mais comuns do câncer de pele não melanoma são o basocelular (carcinoma de células basais) e o espinocelular (carcinoma de células escamosas). Já o câncer de pele melanoma têm origem exclusiva nos melanócitos e se descoberto em seus estágios iniciais, é quase sempre curável (1).

Incidência do câncer de pele

De acordo com as estimativas mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele configura-se como o mais frequente em todas as populações. Ele se apresenta basicamente sob duas formas, o melanoma e o não melanoma. Em relação ao câncer de pele não melanoma esperam-se 80.850 novos casos em homens e 94.910 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 81,66 casos novos a cada 100 mil homens e 91,98 para cada 100 mil mulheres. Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada; porém sua incidência é baixa (3 mil casos novos em homens e 2.670 casos novos em mulheres).

Melanoma
Em relação ao câncer de pele Melanoma, as maiores incidências são esperadas nas regiões mais desenvolvidas do país: 40% dos casos novos são esperados nas regiões Sudeste, 34% na Região Sul, 17% na Região Nordeste, 6% na Região Centro-Oeste e 3% na Região Norte.
As taxas brutas de incidência por 100.000 habitantes se comportaram da seguinte forma: Em homens: 6,96 na Região Sul, 2,84 na Região Centro-Oeste, 2,83 na Região Sudeste, 2,02 na Região Nordeste e 0,84 na Região Norte. Em mulheres: 6,50 na Região Sul, 2,53 na Região Sudeste, 2,09 na Região Centro-Oeste, 1,36 na Região Sudeste e 0,65 na Região Norte.
O Estado do Rio Grande do Sul tem a maior taxa bruta de incidência, com 8,02 casos esperados para cada 100.000 homens e 7,06 casos para cada 100.000 mulheres e o Estado do Amapá, por sua vez, tem a menor taxa de incidência, com cerca de 0,20 casos a cada 100.000 homens e 0,00 casos para cada 100.000 mulheres.

Não Melanoma
O câncer de pele não Melanoma apresenta comportamento similar, as maiores incidências são esperadas nas regiões mais desenvolvidas do país: 55% dos casos novos são esperados nas regiões Sudeste, 19% na Região Sul, 14% na Região Nordeste, 9% na Região Centro-Oeste e 2% na Região Norte.
O câncer de pele não melanoma é o primeiro mais incidente em homens nas Regiões Sul (138,75/100 mil), Centro-Oeste (114,71/100 mil) e Sudeste (92,86/100 mil). Nas Regiões Nordeste (42,48/100 mil) e Norte (28,89/100 mil), encontram-se na segunda posição. Nas mulheres, é o mais frequente em quatro Regiões, com um risco estimado de 134,19/100 mil na Região Sudeste, 102,71/100 mil na Região Centro-Oeste, 93,58/100 mil na Região Sul e 44,12/100 mil na Região Nordeste. Já na Região Norte (23,12/100 mil), ocupa a segunda posição.
O Estado de Santa Catarina tem a maior taxa bruta de incidência para homens com cerca de 186,49 casos para cada grupo de 100.000 homens e para o Estado do Espírito Santo estima-se 165,56 casos para cada 100.000 mulheres. O Estado do Amapá, por sua vez, tem a menor taxa de incidência, com cerca de 11,52 casos a cada 100.000 homens e 0,00 casos para cada 100.000 mulheres.

Mortalidade por câncer de pele
Para câncer de pele Melanoma (C43) no ano de 2015, o Brasil registrou 1.794 óbitos, sendo 1.012 em homens e 782 em mulheres. Foram constatados, aproximadamente, 5 mortes por dia em decorrência de melanoma. Para câncer de pele Não Melanoma (C44) no ano de 2015, o Brasil registrou 1.958 óbitos, sendo 1.137 em homens e 821 em mulheres (2).

No geral, o câncer de pele foi a causa principal de morte em 3.752 indivíduos. Segundo o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), idosos, homens e moradores da Região Sul do país são as principais vítimas do câncer de pele. Do total de mortes em 2015, 57% eram homens e 75% tinham mais de 60 anos. No Sul, a taxa de mortalidade por 100.000 habitantes representou quase o dobro da registrada para o Brasil (3,17 e 1,83 respectivamente) (2).

Fatores de Risco
O fator de risco mais importante é a exposição à radiação ultravioleta (UV), presente nos raios solares e usada nas unidades de bronzeamento artificial (câmaras de bronzeamento). O risco de desenvolver câncer de pele é proporcional à exposição acumulada de raio UV; a genética e a cor da pele também influem, sendo mais afetadas as pessoas de pele clara e que não se bronzeiam com facilidade, que têm cabelos loiros ou ruivos e olhos claros (3).

O INCA elaborou 5 principais dicas para se proteger do câncer de pele: 1. Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h; 2. Procurar lugares com sombra; 3. Usar proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas; 4. Aplicar na pele, antes de se expor ao sol, filtro (protetor) solar com fator de proteção 15, no mínimo; 5. Usar filtro solar próprio para os lábios.

Essas e outras informações podem ser encontradas no folder especial do INCA “Câncer: a informação pode salvar vidas – Câncer de pele: vamos falar sobre isso? ” http://bit.ly/2BAEHNC

Fonte dos dados:
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância Estimativa 2012, 2014 e 2016: Incidência de Câncer no Brasil.

Referências:
1. A.C. CAMARGO CANCER CENTER. Pacientes e Tudo Sobre o Câncer. Tudo sobre o Câncer. Pele não melanoma [website]. Disponível em: http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/pele-nao-melanoma/44/. Acesso em: 01/12/2017.
2. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil – DataSUS. Sistema de Informação em Mortalidade. TabNet [website]. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&id=6937. Acesso em: 01/12/2017.
3. INSTITUTO VÊNCER O CÂNCER. Tipos de Câncer. Melanoma e outros câncer de Pele. O que é [website]. Disponível em: https://www.vencerocancer.org.br/tipos-de-cancer/melanoma-e-outros-canceres-de-pele/. Acesso em: 01/12/2017.