Archive: 15 de julho de 2017

A Obesidade e os Riscos de Desenvolver Câncer

 

Nos últimos anos, os hábitos dos brasileiros têm impactado cada vez mais no crescimento da obesidade e, consequentemente, no aumento de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes, hipertensão e, até mesmo, o câncer. Segundo dados do VIGITEL 2016, que entrevistou 53.210 pessoas com mais de 18 anos, entre fevereiro e março, mais da metade da população está com o peso acima do recomendado e 18,9% dos brasileiros estão obesos.

 

O que é excesso de peso? O índice de massa corpórea, IMC, além de classificar o indivíduo com relação ao peso, também é um indicador de risco para a saúde e tem relação com várias complicações metabólicas.

– Considera-se excesso de peso = IMC igual ou maior que 25kg/m²

O excesso de peso cresceu 26,3% em 10 anos, passando de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016.

– Considera-se obesidade = IMC igual ou maior que 30kg/m²

A obesidade cresceu 60% em 10 anos, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016.

Ainda segundo o VIGITEL 2016, a prevalência de obesidade duplica a partir dos 25 anos e é maior entre os que tem menos escolaridade.

Mas o que tudo isso pode contribuir para o desenvolvimento do câncer?

A obesidade tem sido cada vez mais associada ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, estando relacionada a 10% de todas as mortes oncológicas em não fumantes e presente em, aproximadamente, 14% de todas as mortes por câncer em homens e 20% em mulheres. O percentual de ocorrência de câncer relacionado ao sobrepeso e obesidade depende do órgão acometido pelo tumor, destacando-se as neoplasias de cólon e reto, mama, endométrio, esôfago, vesícula biliar, pâncreas, rins, próstata, colo uterino e ovários e, em menor proporção, linfoma não-Hodking, mieloma múltiplo, estômago e fígado. Em números, a obesidade pode estar presente em 40% a 50% dos casos de câncer de endométrio e esôfago, 20% a 30% das neoplasias renais e até 50% dos casos de mama pós menopausa.

Contudo, a atividade física reduz o risco de doenças crônicas e, consequentemente, a taxa de mortalidade por qualquer causa, independente do grau de excesso de peso. Porém, especificamente em relação às neoplasias, o benefício da atividade física reduz o risco em 20% a 40% para cólon, endométrio e mama.

Fonte dos dados:
VIGITEL BRASIL 2016 ? MINISTÉRIO DA SAÚDE. Disponível online em: <http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/abril/17/Vigitel.pdf>

Referências:
FERRAZ, Á. A. B., & DE SIQUEIRA, L. T. Obesidade e Câncer. Anais do Gastrão 2015 p.001

Os Desafios do Mieloma Múltiplo no Brasil

“O mieloma múltiplo é uma neoplasia do sangue, originária na medula óssea e que, com o tempo, pode acometer os ossos.  Este tipo de câncer, na maior parte dos casos, surge em pessoas com mais de 70 anos de idade, de ambos os sexos e pode ser tanto assintomático (quando os plasmócitos, responsáveis pela produção dos anticorpos naturais, se infiltram em pouca quantidade na medula óssea) como ter sintomas agressivos e bem característicos da doença, sendo os principais: dor nas costas e pernas, fraturas ósseas e cansaço excessivo.

No geral, o mieloma múltiplo é uma doença bastante conhecida pelos médicos, porém o paciente percorre uma jornada com muitos desafios antes de chegar ao hematologista e, até mesmo, ao longo do tratamento. A ABRALE ? Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia em sua mais recente pesquisa com 200 pacientes de mieloma de todo o Brasil, revela alguns destes desafios (tabela abaixo):

Diagnóstico Acesso ao Tratamento Tratamento Qualidade de Vida
29% levaram mais de 1 ano para receber o diagnóstico 84% estão satisfeitos com o tratamento 71% não fazem acompanhamento com equipe multidisciplinar 98% nunca tinham ouvido falar na doença antes do diagnóstico
37% passaram por vários médicos 45% não têm acesso a tratamentos mais avançados 44% estão na primeira linha e, 31%, na terceira linha 53% relataram mudança na rotina após o tratamento
20% tiveram diagnóstico inconclusivo 60% entraram com ação judicial em algum momento conseguir o medicamento prescrito 66% tiveram recidiva da doença e, 25%, não tiveram resposta com o tratamento realizado 60% deixaram de trabalhar ou têm dificuldade de conseguir emprego
44% tiveram dificuldades para receber o diagnóstico 68% sofreram com indisponibilidade do medicamento no centro de tratamento 44% tiveram feitos colaterais com o tratamento 48% disseram que as mudanças foram geradas em decorrência da doença

 

Mais da metade dos pacientes pesquisados levaram até 3 meses para iniciar o tratamento após o diagnóstico

O Mieloma Múltiplo no Sistema Único de Saúde

Para os últimos 8 anos, os procedimentos para Mieloma Múltiplo (CID-10: C90), se concentram nos estados de São Paulo (25,52%), Minas Gerais (12,75%), Rio Grande do Sul (8,43%) e Rio de Janeiro (8,25%). Não houve diferença significativa entre homens e mulheres e foram realizados, principalmente, em pessoas brancas (47,30%) seguido de negros (28,11%). Em relação à distribuição etária, 33,01% dos procedimentos foram realizados em pacientes na de 60-69 anos, 25,03% entre 70-79 anos e 23,12% em pacientes entre 50-59 anos.

Em relação às linhas de tratamento, os pacientes com Mieloma Múltiplo podem ser divididos, a grosso modo, em três grupos: 1. Pacientes candidatos ao Transplante de Medula Óssea (TMO) autólogo; 2. Pacientes não candidatos ao Transplante de Medula Óssea autólogo; 3. Tratamento adjuvante – Doença óssea.

De acordo com o Manual de Condutas em Oncologia do ICESP (1):

Para o grupo 1: O tratamento de 1.ª linha e primeira opção incluí: Ciclofosfamida, Dexametasona e Talidomida; para 1.ª linha e segunda opção está previsto o uso de: Dexametasona, Bortezomibe e se não obtida resposta após 2 ciclos, é adicionada Ciclofosfamida. Pacientes com recidiva ou doença refratária após TMO autólogo são tratados com Dexametasona, Talidomida, Cisplatina, Doxorrubicina e Etoposide.

Para o grupo 2: O tratamento de 1.ª linha e primeira opção (MDT) inclui: Melfalano, Dexametasona e Talidomida; para 1.ª linha e segunda opção (CTD) está previsto o uso de: Ciclofosfamida, Dexametasona e Talidomida. Para o tratamento pacientes com insuficiência renal e outras condições especiais** está previsto o uso de: Dexametasona e Bortezomibe e se não obtida resposta após 2 ciclos, é adicionada Ciclofosfamida.

Para o grupo 3: Pacientes com lesões líticas, fraturas e/ou fraturas compressivas por osteopenia são tratados com inibidores de reabsorção óssea (hipercalcemia e osteólise), neste caso Pamidronato.

Notas:
*Informações referentes à procedimentos realizados no SUS.
** Insuficiência Renal e/ou FISH apresentando t(4;14), t(14;16) ou citogenética convencional como deleção de cromossomo 13 ou hipodiploidia.

Referências:
1. Manual de condutas em oncologia. Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira. São Paulo, 2010.

Fonte dos dados:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINFOMA E LEUCEMIA – ABRALE. Pesquisa qualitativa de seguimento terapêutico com pacientes de Mieloma Múltiplo. 2017.
Ministério da Saúde. DataSUS. Sistema de Informação Ambulatorial do SUS ? SIA/SUS.

 

 

O melhor sorriso está guardado entre a cabeça e o pescoço

Epidemiologia

Câncer de cabeça e pescoço é o nome genérico que se dá aos tumores que ocorrem na boca, na faringe, na laringe e nos seios paranasais. No Brasil não se tem uma incidência bem definida dos cânceres da cabeça e do pescoço. No mundo, os tumores de cabeça e pescoço são a sexta causa de morte por câncer em todo o mundo (1).

Segundo o National Cancer Institute (NCI), os respectivos tumores são classificados conforme a área da cabeça ou do pescoço em que se iniciam (2): Lábio (C00); Língua (C01-C02); Cavidade Oral (C03-C06), Glândulas salivares maiores (C07-C08); Faringe: Orofaringe (C09-C10), Nasofaringe (C11), Hipofaringe (C12-C13); Localizações mal definidas do lábio, cavidade oral e da faringe (C14); Cavidade nasal, ouvido médio e seios da face (C30-C31) e Laringe (C32). As doenças do cérebro e outras áreas do sistema nervoso central e da coluna cervical são excluídas do grupo citado.

O INCA estimou, para o Brasil, no biênio de 2016-2017, 7.350 casos novos de câncer de laringe (C32) e 15.490 casos novos de câncer na cavidade oral (C00-C10) (3). Cerca de 40% dos cânceres de cabeça e pescoço ocorrem na cavidade oral, 15% na faringe, 25% na laringe e o restante nos sítios remanescentes (1). Para câncer de laringe o risco estimado será de 6,43 casos a cada 100 mil homens e de 0,94 casos a cada 100 mil mulheres. O câncer da cavidade oral em homens é o quarto mais frequente na Região Sudeste (14,58/100 mil). Nas Regiões Nordeste (6,86/100 mil) e Centro-Oeste, ocupa a quinta posição (9,15/100 mil). Na Região Sul (15,91/100 mil), ocupa a sexta posição, e na Região Norte (3,46/100 mil) é o sétimo mais frequente. Para as mulheres, é o nono mais frequente na Região Nordeste (4,11/100 mil). Na Região Sudeste (5,29/100 mil), ocupa a décima posição. Nas Regiões Norte (1,76/100 mil) e Centro-Oeste (2,79/100 mil), é o 12º mais frequente, e, na Região Sul (3,32/100 mil), ocupa a 15ª posição (3).

Fatores Condicionantes Gerais

O etilismo, o tabagismo e as infecções pelo HPV, principalmente pelos tipos 16 e 18, são os principais fatores de risco para esse grupo de tumores. O risco de desenvolver algum câncer de cabeça e pescoço atribuído ao tabagismo e etilismo é de aproximadamente 65% (3). Outros fatores associados são: histórico familiar, alimentação pobre em nutrientes, situação socioeconômica desfavorável e exposição excessiva a produtos químicos.

O National Cancer Institute, aponta uma possível associação entre a exposição ocupacional ao amianto em conjunto com o consumo de bebida alcoólica e de tabaco com o câncer da laringe, principalmente na construção civil, na qual a exposição a produtos que contenham amianto é grande. Estudos afirmam que a infecção com o vírus de Epstein-Barr é um fator de risco para câncer de nasofaringe e câncer de glândulas salivares (2).

Roberto Araújo, chefe da Seção de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do INCA, explica que “A associação entre tabaco e álcool aumenta em 19 vezes a chance de ter câncer nessa região”. Outros fatores de risco associados são: má higiene dental e oral, refluxo gastroesofágico e infecções pelo papiloma vírus humano (HPV) e vírus Epstein-Barr (EBV) (4).

Tratamentos

As principais opções de tratamento para este grupo de pacientes podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia alvo. Em muitos casos, mais do que um desses tratamentos ou uma combinação deles podem ser utilizados. Os tumores de cabeça e pescoço, quase sempre, resultam em situações mutiladoras e estéticas envolvidas durante todo o tratamento, causando alterações na qualidade de vida das pessoas.

O que mostram os dados de Mortalidade

Em relação aos óbitos em 2015 por tumores de cabeça e pescoço, segundo as localizações descritas pelo NCI, os cânceres de laringe (35,66%), faringe (22,76%), língua (14,32%) e cavidade oral (14,28%) foram as principais causas de morte encontradas. 7,61% dos óbitos tiveram localização mal definida e os 5,37% restantes, estão distribuídos nas demais localizações.

Em 2015, dos 27 estados brasileiros, 9 (RS, PR, RJ, ES, SP, SC, MG, MS, PB) apresentaram coeficiente de mortalidade (por 100.000 habitantes) superior ao do Brasil (6,01). As regiões Sul (7,57) e Sudeste (7,05) apresentaram as maiores taxas de mortalidade, consequentemente, maior risco de morte. As diversas localizações dos tumores apresentam comportamentos diferentes, como por exemplo: Para câncer de língua, São Paulo, Rio de Janeiros e Espírito Santo apresentaram maiores riscos enquanto para câncer de Cavidade Nasal, os estados do Acre, Piauí e Rio de Janeiro apresentaram maior risco de morte.

O julho verde

No mês de julho, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) realiza a campanha de prevenção do câncer de cabeça e pescoço, com o objetivo de conscientizar e alertar a população sobre os sintomas da doença e a importância da detecção precoce. O mês de atenção à doença surgiu em 2014 no congresso mundial da IFHNOS (sigla em inglês para Federação Internacional das Sociedades Oncológicas de Cabeça e Pescoço).

Fonte dos dados:
Brasil. Ministério da Saúde. DataSUS – Sistema de Informação em Mortalidade.

Referências:
1. RUIZ, M.T. et al. Epidemiologia e biomarcadores em câncer de cabeça e pescoço. Arq Ciênc Saúde 2006 jan-mar;13(1):34-8. Disponível em: <http://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-13-1/ID%20158.pdf>
2. National Cancer Institute. Cancer types. Head and Neck Cancers. Disponível em: <https://www.cancer.gov/types/head-and-neck/head-neck-fact-sheet>
3. Brasil. Ministério da Saúde. Estimativa 2016: incidência de câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer
José Alencar Gomes da Silva – Rio de Janeiro: INCA, 2015. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/estimativa-2016-v11.pdf>
4. Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Notícia: Prevenção e detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço são tema de encontro no INCA Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2016/prevencao-deteccao-precoce-cancer-cabeca-pescoco-tema-encontro-inca>

2017 – 2047: em 30 anos venceremos a guerra contra o câncer?

Desde 1975, quando o Ministério da Saúde desenvolveu e implantou o Sistema de Informações sobre Mortalidade – conhecido como SIM – os estudos epidemiológicos apontam as Doenças do Aparelho Circulatório como a principal causa de morte no Brasil. No país como um todo, a partir do ano de 2029 haverá mais brasileiros, entre homens, mulheres e crianças, que morrerão com algum tipo de câncer do que com algum tipo de doença cardiovascular.

A taxa de mortalidade estima o risco de morte pela doença ou grupo de doenças, dimensiona a sua magnitude como problema de saúde pública mais especificamente para os casos mais graves, e expressa também as condições de diagnóstico e da assistência médica.

A mudança no processo saúde-doença propicia ao Brasil um período de transição epidemiológica com predomínio das doenças crônicas não transmissíveis, dentre elas o câncer. A melhor forma para mensurar o peso de uma causa de morte não é conferida pelo estudo de suas características nos indivíduos, mas sim quanto ao processo que ocorre na coletividade humana.

Este estudo comprova que a história, a cultura e os hábitos de vida explicam como um povo adoece e morre. Todos os dias estamos expostos a fatores de risco como alimentação inadequada, inatividade física, sobrepeso, tabagismo, uso excessivo de drogas e fatores externos ao nosso corpo como violência, acidentes, problemas ambientais e desigualdades sociais.

Sobre a projeção de mortalidade

Para esta Projeção de mortalidade foi utilizado um Modelo de Suavização Exponencial, levando em conta que os dados podem apresentar uma tendência e/ou um padrão sazonal. Os números utilizados incluem a taxa de mortalidade padronizada pela população mundial, com base na série histórica de óbitos captados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade do período entre 2000 e 2014 e na projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação segundo o IBGE. A taxa de mortalidade é calculada por uma divisão do número absoluto de óbitos pela população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

Neste estudo a projeção de mortalidade foi realizada ao longo do tempo entre os anos de 2000 e 2047. Assim, a pergunta que desafia a todos os cidadãos brasileiros é: daqui a 30 anos teremos vencido a guerra contra o câncer?

As estimativas alertam que em 2047, nos estados do Amapá, Ceará, Maranhão, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins as principais causas de morte serão oriundas das causas externas (acidentes, suicídios, agressões, complicações médicas e sequelas de outras causas externas de morbidade). Nos estados de Goiás, Roraima e Tocantins, o câncer será a segunda maior causa de morte.

Nos estados de Alagoas e Mato Grosso do Sul, as doenças do aparelho circulatório seguem como principal causa de morte em 2047, entretanto no segundo estado, respectivamente, as neoplasias seguem como a segunda maior causa de morte.

No Paraná, o câncer será a principal causa de morte em 2030, porém as doenças do sistema nervoso ultrapassarão esse índice para se tornar a primeira causa de morte em 2044. Em 2031 o câncer se tornará a maior causa de morte em Minas Gerais, todavia em 2044 as doenças do aparelho geniturinário se tornarão a primeira causa de morte neste estado.

De acordo com as estimativas, se não houverem medidas efetivas na prevenção e controle do câncer os seguintes estados enfrentarão as neoplasias como principal causa de morte: Acre (2028), Amazonas (2047), Espírito Santo (2042), Mato Grosso (2044), Rio Grande do Sul (2029), Rondônia (2046), Santa Catarina (2025) e São Paulo (2041).

Fonte dos dados:
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Disponível on-line em: <http://www2.datasus.gov.br/>.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação. Disponível on-line em: <http://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/index.html>

Notas:
* Neste estado as Doenças do aparelho circulatório se tornarão a principal causa de morte em 2047
** Neste estado as Causas externas de morbidade e mortalidade se tornarão a principal causa de morte em 2047