Dados Abertos para a Eficiência em Políticas Locais

O evento ocorreu em 16 de abril de 2018
No Auditório do Conselho Federal de Medicina – Brasília

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Estudo mostra que o câncer já é a principal causa de morte em cerca de 10% das cidades brasileiras

Levantamento foi apresentado durante Fórum Big Data em Oncologia, que debateu o uso de dados para as políticas de prevenção, diagnóstico e tratamento de tumores no Brasil

O Fórum Big Data em Oncologia reuniu profissionais de Saúde, representantes de entidades de pacientes, gestores públicos e integrantes de sociedades médicas no auditório do Conselho Federal de Medicina, em Brasília, no dia 16 de abril. Mais de duas mil pessoas acompanharam os debates pelas redes sociais do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer e de parceiros. A terceira edição do evento teve como tema principal a análise dos dados abertos em Saúde para a eficiência em políticas locais. Com a mediação da Jornalista Thaís Itaqui, os convidados discutiram como o “Big Data” pode ser aliado na luta contra o câncer.

Onde o câncer já é a principal causa de morte no Brasil
O Observatório de Oncologia do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, realizou um estudo epidemiológico da mortalidade por câncer no Brasil, para traçar um panorama da doença no país e debater seus impactos na saúde pública. O levantamento foi apresentado durante o Fórum Big Data em Oncologia.

De acordo com a pesquisa, feita também através do SIM, o câncer já é principal causa de morte em 516* dos 5.570 municípios brasileiros (destes, 120 apresentam empate com as doenças cardiovasculares).

No país, as doenças do aparelho circulatório, como AVC e enfarte, ainda são responsáveis por grande parte dos óbitos, mas o número de mortes por tumores cresce em maior velocidade: No ano de 2015, foram registradas 209.780 mortes por câncer e 349.642 por doenças cardiovasculares e esses óbitos, quando comparados aos dados de 1998, evidenciam um aumento de 90% nas mortes por câncer e de 36% por causas cardiovasculares (Causas de óbito em 1998: 110.799 vítimas de câncer e 256.511 vítimas de doenças cardiovasculares).

O Rio Grande do Sul é o Estado com o maior número de cidades nesta condição: 135 de seus 497 municípios (27% do Estado) já têm o câncer como a primeira causa de morte. Em São Paulo, estado mais populoso da federação, há 55 cidades (9% dos municípios do Estado) onde o câncer é a doença que mais mata. Enquanto em todo o país as mortes por câncer representam 16,6% do total de óbitos, na região Sul esse índice é de 21%.

Os dados do DATASUS mostram que a maior parte das cidades onde o câncer já é a principal causa de morte está localizada em regiões mais desenvolvidas do país, justamente onde a expectativa de vida e o IDH são maiores. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 78% ficam no Sul e Sudeste, ao passo que, das 5.570 cidades brasileiras, apenas 51% ficam nessa mesma região.

O aumento da mortalidade pela doença aqui no país está relacionado, também, às dificuldades enfrentadas pelo paciente para o diagnóstico e para o acesso ao tratamento”, afirma Merula Steagall, presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, líder do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer.

O câncer é responsável por 8,2 milhões de mortes por ano em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Aproximadamente 14 milhões de novos casos são registrados por ano globalmente, e a OMS calcula que essas notificações devam subir 70% nas próximas duas décadas.

O Fórum
Para discutir os dados de mortalidade por câncer no Brasil e as possíveis ações, participaram do Fórum Eliane Machado, da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Alagoas, Dr. Leonardo Sérvio Luz, do Conselho Federal de Medicina, Merula Steagall, presidente da Abrale e líder do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, Marianna Cancela, do Instituto Nacional do Câncer, Elisabeth Covre, da Agência Nacional de Saúde Suplementar e Maurício Coelho, do Ministério da Saúde.

Já a deputada Carmen Zanotto apresentou e debateu a importância do Projeto de Lei 8470, sobre a notificação e registro compulsório do câncer. “Precisamos somar esforços para melhorar o acesso ao diagnóstico e tratamento”, afirmou a deputada.

O conselheiro do Conselho Federal de Medicina pelo Piauí, Dr. Luciano Sérvio Luz, indica como essencial o reforço da estratégia da ação da Medicina de Família no Brasil. “Precisamos definir, de fato, qual modelo de Saúde Púbica o país quer. Desta forma, conseguiremos melhorar a qualidade dos equipamentos para diagnóstico, a redução de filas para exames e procedimentos, entre diversos outros gargalos”, destaca o médico.

A presidente da Abrale, Merula, Steagall, apresentou, durante o Fórum, o Radar da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. “Essa plataforma, do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, mapeia ações de combate ao câncer pelo Brasil. As ações podem ser cadastradas pela população ou por entidades. Os dados coletados darão uma visão mais precisa do que vem sendo feito no país. Assim poderemos propor iniciativas mais eficazes”, afirma Merula Steagall.

Movimento Todos Juntos Contra o Câncer
O Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, criado a partir da parceria de mais de 100 entidades de apoio ao paciente, tem a missão de influenciar as políticas na área de Oncologia e acelerar a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o acesso ao tratamento e cuidados paliativos às pessoas com câncer no Brasil.
http://todosjuntoscontraocancer.com.br

Observatório de Oncologia
O Observatório de Oncologia, iniciativa do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, é uma plataforma online e dinâmica de monitoramento de dados abertos e compartilhamento de informações relevantes da área de oncologia do Brasil.

As principais bases de dados são do Ministério da Saúde, do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São utilizadas informações sobre incidência de câncer, atendimentos ambulatoriais, internações hospitalares e mortalidade. Os dados apresentados abrangem dimensões demográfica, epidemiológica, de assistência à saúde, de rede assistencial, entre outras.
http://observatoriodeoncologia.com.br 

Download das apresentações

1. Tiago Cepas Lobo – O Câncer como primeira causa de morte nos municípios brasileiros
2. Marianna de Camargo Cancela – Quanto o câncer custa à economia do Brasil
3. Hermann Alexandre Vivacqua Von Tiesenhausen – Filas de espera por cirurgias eletivas no SUS
4. Eliane Machado – Utilizando as informações reveladas um caso da vida real “EU ME AMO”
5. Maurício A. Coelho – Dados Abertos e Politicas Publicas
6. Carmem Zanotto (Deputada Federal) – Câncer por que é uma doença de notificação compulsória
7. Elisabeth Covre – Abertura dos dados da saúde suplementar
8. Merula Steagall – Radar da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer

Fotos do evento

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PROGRAMAÇÃO

13:30
Credenciamento


14:00
Abertura: Thais Itaqui
(jornalista da TV Globo há 10 anos. Sempre atuando na área de direitos humanos já passou pelo jornalístico “Profissão Repórter”, dirigido por Caco Barcellos. Há 4 anos faz reportagens em diversos programas e jornais da Globonews).


14:15
Apresentação do estudo: “O Câncer como primeira causa de morte nos municípios brasileiros” – Tiago Cepas Lobo


14:45
Painel 1 – Dados abertos: das descobertas às ações

Moderação – Thaís Itaqui

  • Tiago Cepas Lobo (Sanitarista, Pesquisador do Observatório de Oncologia) Câncer: 1ª causa de morte nos municípios brasileiros.
  • Marianna de Camargo Cancela (Pesquisadora Adjunta da Divisão de Pesquisa Populacional do Instituto Nacional do Câncer – INCA) – Quanto o câncer custa à economia do Brasil?
  • Hermann Alexandre Vivacqua von Tiesenhausen (Diretor de Comunicação do CFM e conselheiro federal pelo Estado de Minas Gerais) – Filas de espera por cirurgias eletivas no SUS
  • Eliane Machado (Diretora da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Alagoas) – Utilizando as informações reveladas: um caso da vida real

16:00
Painel 2 – Dados: o novo aliado na luta contra o câncer

  • Maurício A. Coelho (Coordenação-Geral de Gestão da Informação Estratégica do Ministério da Saúde) – Dados abertos da Saúde
  • Carmem Zanotto (Deputada Federal) – Câncer: por que é uma doença de notificação compulsória?
  • Elisabeth Covre (Gerente executiva de produção e análise de informação da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS) – Abertura dos dados da saúde suplementar
  • Merula Steagall (Presidente ABRALE/ABRASTA e idealizadora do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer) – Radar da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer

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