Pesquisa aponta aumento da incidência e mortalidade por câncer antes dos 50 anos de idade no Brasil

Hábitos de vida têm influência direta no crescimento dos diagnósticos

O 4º Fórum Big Data em Oncologia aconteceu no dia 17 de julho, no Museu do Amanhã (RJ), e reuniu mais de 200 pessoas para abordar a importância dos dados no sistema de Saúde.

Contamos com a participação de importantes especialistas, como Jefferson Lima (Fiocruz), Alfredo Scaff (Fundação do Câncer), Luiz Antonio Santini (ex-diretor do INCA), Beatriz Jardim (INCA) e Jacson Barros (DATASUS), que falaram sobre o impacto das pesquisas com dados abertos para o planejamento estratégico da saúde e a respeito dos principais desafios enfrentado no país referentes a esta tecnologia.

No evento, também foi apresentado um estudo inédito, com o tema “Câncer antes dos 50: como os dados podem ajudar nas políticas de prevenção”, que analisou informações sobre as 19 neoplasias mais frequentes no Brasil, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA – 2017).    

Os tumores de cólon e reto apresentaram aumento tanto na incidência (3,4%) quanto nos índices de mortalidade (3,2%) nas taxas anuais. Para os casos de câncer de mama, o tumor mais incidente entre as mulheres, a mortalidade cresceu 2,5% nesta população, segundo a análise. Outro tumor feminino, o câncer do corpo do útero teve alta de 4,2% na mortalidade, enquanto o tumor de próstata cresceu 5,2% em incidência.

“Este é um tipo de estudo que produz informações importantes. A identificação de diferentes incidências e de mortalidade do câncer nesta faixa etária, permite a elaboração de políticas e estratégias de prevenção e tratamento visando focar nestes grupos específicos”, afirma o ex-diretor geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o médico e professor Luiz Antonio Santini.

Vale ressaltar que o desenvolvimento destes tumores está ligado aos hábitos de vida. A maioria dos cânceres em que houve aumento de incidência e/ ou mortalidade na população adulta jovem tem grande ligação com a má alimentação, obesidade e sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e relações sexuais desprotegidas.

“Confiamos que, com o conhecimento destes dados, haverá um melhor planejamento de ações de enfrentamento ao câncer aqui no país”, afirma Merula Setagall, presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia – Abrale e líder do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer.

Veja a pesquisa completa aqui.

Pós Evento

Os certificados de participação serão enviados por e-mail. Fique atento!

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