Indicadores de Câncer de Mama

O câncer de mama é o segundo mais comum entre as mulheres, depois das neoplasias de pele não melanoma, correspondendo a quase 30% dos novos casos de câncer diagnosticados anualmente nas brasileiras, sendo também a maior causa de morte na população feminina. A evolução no aumento de casos no Brasil segue a tendência mundial, com estimativas do Instituto Nacional do Câncer de 66.280 novos casos para cada ano do triênio 2020-2022, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

São necessárias ações de promoção à saúde da mulher relacionadas ao câncer de mama, para potencializar o diagnóstico precoce da doença. Somente com ações de promoção em saúde preventiva e educação em diagnóstico precoce, conseguiremos reduzir as taxas de diagnóstico em estágios avançados, que ainda superam os 50% no Brasil.

Os dados deste dashboard nos mostram alguns pontos importantes:

  • Aumento de casos de câncer de mama no Brasil segue a tendência mundial, com cerca de 66.280 novos casos para cada ano entre 2020-2022, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
  • Houve aumento de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS), devido às milhões de pessoas que migraram dos planos de saúde para a saúde pública nos últimos anos.
  • Altos índices de diagnóstico em estágio II e III.
  • Necessidade de intervenções em promoção da saúde e prevenção dos fatores de risco, assim como políticas públicas visando o rastreamento e diagnóstico precoce.

Quanto antes o câncer de mama for diagnosticado, melhores serão os resultados no tratamento

É sabido que quanto mais precoce o estadiamento, mais brandos os tratamentos e maiores as chances de cura. Quando o diagnóstico ocorre em estágios iniciais, a sobrevida em 5 anos varia entre 93 a 100%, e em estágios mais avançados não passa dos 70 a 72%. Apesar do incentivo ao rastreamento e diagnóstico precoce, o Brasil ainda se encontra com altas taxas de diagnóstico em estágios avançados, como é possível ver no oitavo gráfico.

Em 2019, apenas na faixa etária de 40 a 74 anos ultrapassa o número de 20 mil pacientes com câncer de mama em tratamento no SUS, conforme demonstra o terceiro gráfico.

A linha de evolução percentual ano a ano, comparando os pacientes em tratamento ambulatorial e os óbitos por câncer de mama no décimo segundo gráfico, são inversamente proporcionais. Ou seja, nos anos em que houveram maiores taxas de tratamento, também houve menor proporção de óbitos.

A quantidade de centros de tratamento do câncer de mama teve um tímido aumento no período de 2012 para 2019, passando de 303 para 316 centros no país.

Desigualdades regionais 

Os dados comprovam as grandes diferenças regionais. Os estados que possuem apenas 1 centro de tratamento para a neoplasia são também os com menor número de pacientes que realizaram procedimentos de quimioterapia e/ou hormonioterapia no SUS, em 2019: Amapá (156), Roraima (205) e Acre (306). 

O inverso também é verdadeiro. Os estados com mais centros de tratamento para a doença –  SP (73), MG (35) e RS (30) – também são os com maior número de pacientes que realizaram procedimentos de quimioterapia e/ou hormonioterapia no SUS, em 2019: São Paulo (50.721), Minas Gerais (22.795) e Rio Grande do Sul (20.095).

Para melhoria deste cenário no Brasil, são necessárias políticas públicas baseadas em evidências e que incluam no seu desenvolvimento programas de detecção e rastreamento de câncer na população. Assim como considerar a ampliação e descentralização de unidades referência de atendimento desta neoplasia em regiões carentes de assistência.

IDEALIZAÇÃO

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